Como é feita a Terapia com Antiagiogênico Intra-vítreo?


O desenvolvimento dos inibidores do fator de crescimento vascular endotelial (VEGF) para tratamento de degeneração macular relacionada à idade (DMRI) introduziu uma nova era no tratamento da DMRI. Até o ano 2000, o tratamento reduzia-se à terapia de fotocoagulação (TFC) focal com laser, um tratamento destrutivo que produzia uma cicatriz permanente na tentativa de limitar a expansão da neovascularização coroidal (NVC). Introduzida em 2000, a terapia fotodinâmica com verteporfin representou o primeiro tratamento apto a reduzir o risco de perda de visão em neovascularização coroidal subfoveal.2 Contudo, sua eficácia foi limitada à neovascularização coroidal clássica ou pequena e, embora seja uma terapia não destrutiva, não obteve êxito em melhorar a visão de pacientes com DMRI em estudos clínicos. Para melhorar esses resultados, os pesquisadores estudaram agentes antiangiogênicos com o intuito de inibir o crescimento e o desenvolvimento da neovascularização coroidal, reduzindo os sinais de exsudação e limitando ou prevenindo a fibrose. Trabalhos prévios demonstraram que a VEGF tem importante papel na angiogênese e na fístula vascular. Essa fístula, infiltração da neovascularização coroidal e acúmulo de líquidos abaixo ou dentro da retina ocorrem em DMRI neovascular. A inibição da VEGF apresentava a promessa de controlar efetivamente a DMRI neovascular. A pesquisa rendeu frutos com a aprovação do FDA do pegaptanib em 2004 e ranibizumab em 2006. O uso off-label do bevacizumab, um agente anti-VEGF similar ao ranibizumab, começou a crescer. Ranibizumab tornou-se o padrão ouro para o tratamento da DMRI devido ao ganho visual obtido. Contudo, ainda existem pendências como segurança da droga, custos e freqüência da droga.


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